"Sabias que…"
o mês de janeiro nem sempre existiu no calendário?
A necessidade de medição do tempo é uma necessidade ancestral, motivando as sociedades, das mais remotas às mais recentes, a construir calendários que melhor organizem os dias, meses e anos. Nesta perspetiva, os calendários assumem-se como instrumentos informativos e orientadores do tempo e do espaço, com caráter eminentemente religioso e cultural.
Até que os meses e estações do ano tivessem a designação que hoje conhecemos (calendário Gregoriano) muitas reformas foram introduzidas ao longo dos tempos, em sucessivos calendários.
No primitivo calendário romano, o ano tinha 304 dias distribuídos apenas por 10 meses.
Foi com o calendário de Rómulo reformulado por Numa Pompílio, rei Roma(715-673 a.C.) que se estabeleceu que o ano seria composto por 12 meses e onde se introduziu o mês de janeiro (Januarius)como forma de homenagear o deus Jano.
Jano é considerado o deus romano das portas, dos princípios e dos fins, e a sua imagem representada por duas faces, viradas para lados opostos.
Assim, a simbologia atribuída ao mês de janeiro como o iniciar de novos ciclos e o finalizar de outros, parece estar historicamente associada à representação do deus jano.
E se janeiro é por excelência o mês dos recomeços, da renovação de oportunidades, tudo a que nos propusemos para o novo ano, não pode começar a ser feito HOJE?