Sabia que volvido mais de um ano de pandemia, o emprego e o número de horas trabalhadas se mantêm abaixo dos níveis anteriores à pandemia? Após mais de um ano de pandemia, o emprego e o número de horas trabalhadas continuam abaixo dos níveis anteriores à pandemia. O salário médio aumentou, muito possivelmente associado à diminuição do emprego precário e de baixa remuneração.
Os trabalhadores com ensino inferior ao secundário, perderam cerca de 126 mil contratos temporários e 120 mil contratos permanentes, no período decorrido entre os primeiros trimestres de 2019 e 2021. Em igual período, a formalização de contratos temporários e permanentes aumentou para trabalhadores com o ensino superior. A média de horas trabalhadas semanalmente diminuiu, principalmente para trabalhadores com baixos salários, jovens e famílias com menores (em particular nas famílias monoparentais).
Entre o segundo trimestre do ano de 2020 e o primeiro trimestre do ano de 2021, o volume médio de horas semanais trabalhadas diminuiu cerca de 40 minutos para as famílias com salários mais baixos e aumentou cerca de 60 minutos para as famílias com salários mais altos.
O número de beneficiários na lista de candidatos a emprego aumentou aproximadamente 28% entre os meses de fevereiro e dezembro de 2020, especialmente pelo aumento nas inscrições de indivíduos com o ensino secundário.
A transição do emprego para a situação de desemprego ou total inatividade, aumentou entre 2019 e 2020. Entre os segundos trimestres de 2019 e 2020, foi pelo menos três vezes mais frequente do que entre 2018 e 2019.
Entre os primeiros trimestres de 2020 e 2021, o salário médio aumentou de 929€ para 982€. Nesse período o número de contratos temporários diminuiu. Esta evidência sugere que, os empregos que terão sido eliminados possivelmente eram empregos precários e com salários baixos, levando ao aumento do salário médio.
No primeiro trimestre de 2021, mais de 30% dos trabalhadores com ensino superior trabalharam à distância, quando comparado com 11% e 2% de trabalhadores com ensino secundário e básico ou menos, respetivamente.
Estas conclusões surgem dos dados secundários do Inquérito às Forças de Trabalho, conduzido pelo INE, e dados de registos nos serviços públicos de emprego (IEFP). Para consulta do estudo completo aceda a
https://oobservatoriosocial.fundacaolacaixa.pt/-/a-pandemia-e-o-mercado-de-trabalho-o-que-sabemos-um-ano-depois