Temos muitos motivos para votar!
É um direito. Afinal somos nós que escolhemos quem gasta o dinheiro nossos impostos! Mal por mal, que sejamos todos a decidir e não apenas alguns.
É vintage. É uma oportunidade de fazer uma coisa à antiga: escrever! Uma cruz de tinta num quadradinho de papel!
É fashion. Podemos vestir bem e ir ver figurinos para as mesas de voto. Os vestidos das senhoras, os fatos dos cavalheiros e os adereços da moda aplicados à cidadania.
É saudável. Quem não estiver para modas também não está de fora. Uns calções de corrida, um maillot justinho, uns ténis é só dar corda aos sapatos. Até nos podemos candidatar ao povo que mais quilómetros faz para ir votar.
É social. Podemos encontrar os vizinhos que não conseguimos ver durante o ano inteiro. À beira da urna de voto é mais fácil fazer amizades que no elevador.
É um orgulho. Há muitos portugueses que ainda se lembram como eram as eleições quando não havia democracia. As mulheres nem precisavam de lá ir porque o marido votava por elas.
É bem organizado. Lá chegados, ficamos na fila, chegamos à mesa de voto, verificamos o nome nos cadernos, mostramos o Cartão de Cidadão, dizem o nosso nome completo e em voz alta, dão-nos um boletim e depois, pimba. Cruz. Voto.
É secreto. Podemos escolher sozinhos sem que ninguém veja. Nem a mulher, nem o marido, nem os colegas, nem o chefe, nem os filhos. É uma liberdade única.
É relevante. O nosso voto é tão importante como o do presidente. Nas eleições autárquicas ainda mais. Houve milhões de mortos em revoluções ao longo da história para que possamos pegar numa caneta e fazer uma cruz.
É livre. Podemos escolher, mas também podemos mandar os candidatos às urtigas. Podemos desenhar, escrever poemas, riscar, votar em todos, e até fazer grafittis. Qualquer voto nulo é mil vezes melhor que uma abstenção.
É um dever. Ninguém tem direito a protestar no futuro, se não disser "presente", agora.
Retirado de
12 melhores motivos para votar (jn.pt) (Autor: José Diogo, consultado a 24.09.21)