Sabia que o primeiro calendário romano começava em março e só tinha dez meses?

30-12-2022 21:48 | 3 anos atrás


Sabia que o primeiro calendário romano começava em março e só tinha dez meses?

Já alguma vez se interrogou porque é fevereiro só tem 28 dias enquanto os outros meses têm 30 ou 31? A resposta vai ter a Roma...

O primeiro calendário romano começava em março e só tinha dez meses – daí os nomes setembro (7), outubro (8), novembro (9) e dezembro (10). Mas desde o primeiro calendário romano até aos dias de hoje muitas alterações foram feitas até chegarmos ao calendário pelo qual nos guiamos.

Diz a lenda que Rómulo e Remo fundaram Roma em 753 antes de Cristo. Com tantos eventos festivos, na altura era preciso uma forma de os organizar – um calendário. Mas tinha de ser uma coisa simples. Ou assim pensaram que fosse. Nessa época, os astrónomos já tinham cálculos bastante precisos sobre o tempo que mediava entre os solstícios de verão (dia mais longo do ano) e de inverno (noite mais longa do ano) ou entre os equinócios da primavera e do outono (quando dia e noite tem exatamente a mesma duração). Estes cálculos definiam que entre dois eventos destes (por exemplo, dois solstícios de verão) passavam 365,242 dias.

Quando Numa Pompilius se tornou rei de Roma começou logo as alterações no calendário. Para começar, como os números pares eram símbolo de azar na época, todos os meses com 30 dias passaram a 29. Depois quis que o ano tivesse 12 ciclos lunares (ou 12 meses) e acrescentou janeiro com 29 dias e fevereiro com 28 no final do ano. Fevereiro tinha um número par de dias, mas como era o “mês da purificação” escapou. Manuel Nunes Marques, antigo diretor do Observatório Astronómico de Lisboa, conta que o mês era dedicado a Februa, a quem os romanos ofereciam sacrifícios para repararem a escassez do ano.

Ainda assim 355 dias de ciclos lunares eram menos do que os 365 do ciclo solar e, passados alguns anos, os meses já nem sequer batiam com as estações. Ocasionalmente acrescentava-se mais um mês, mas a confusão estava instalada e só quando Júlio César chegou ao poder, em 49 antes de Cristo, se voltou a mexer no calendário. Depois de estudar o calendário do Egito, onde vigorava um calendário de 365 dias, Júlio César trocou o calendário lunar pelo calendário solar. Janeiro e fevereiro foram colocados no início do calendário e Júlio César distribuiu os 10 dias de diferença por vários meses, mas fevereiro continuou a ter menos, só 29 dias. Exceto de quatro em quatro anos porque, como já vimos, o ano solar é um pouco maior que 365 dias.

Até se chegar ao calendário gregoriano que hoje utilizamos outras alterações e confusões se sucederam.

O Concílio de Trento, realizado em 1545, decidiu pelas alterações no calendário da Igreja, cabendo a Gregório XIII instituir o novo calendário, que passaria a se chamar calendário gregoriano em sua homenagem. diminuir a defasagem, os dias bissextos não ocorreriam nos anos centenários (terminados em 00), a não ser que fossem divisíveis de forma exata por 400.

A maior parte do mundo católico aceitou a mudança, mas foram vários os países que rejeitaram a alteração, fazendo com que mais de um calendário existisse no mundo cristão. Os últimos países a adotarem o calendário gregoriano na Europa foram a Grécia, em 1923, e a Turquia, em 1926.

Fonte: Observador



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