Sabia que o ‘Despertador Humano’ já foi uma profissão? Esta profissão surgiu na época da Revolução Industrial, com o intuito de acordar os trabalhadores para estes chegarem a horas ao trabalho.
O despertador humano usava um bambu ou uma vareta grande, com a qual batia à janela das pessoas que o contratavam. Também utilizavam uma zarabatana, com a qual atiravam pequenos objetos projetáveis (pedras) à janela das pessoas.
Esta profissão foi extinta com o aparecimento dos despertadores mecânicos, o primeiro foi desenvolvido em 1847, pelo francês Antoine Redier, que se viria a popularizar algumas décadas depois.
Nos dias de hoje, é o telemóvel que, maioritariamente, assume essa função. Contudo, promove, muitas vezes, o ato de carregar no botão que adia o momento de levantar, nem que seja por cinco minutos. Segundo os especialistas do sono, este comportamento pode levar à sensação que a noite de sono foi péssima e o dia não vai correr tão bem, por se sentir cansado.
O ato de retardar a hora de levantar leva a que o cérebro reaja como se fosse entrar novamente num ciclo de sono e são libertadas hormonas que elevam esse efeito. Daí que muitas vezes surja a sensação de tontura no momento de acordar, pois o cérebro e o corpo passam pelo processo de despertar (inércia do sono), que pode durar mais do que o expectável (normalmente, dura entre 15 e 30 minutos). Acordar durante o início de um ciclo de sono ou durante um sono profundo pode fazer com que a sensação de inércia do sono dure de duas a quatro horas.
De forma a promover uma higiene do sono reparadora e equilibrada, os conselhos passam por utilizar um despertador/relógio que não tenha a opção de “adiar”, colocar o despertador distante do local onde dorme, ou recorrer a um despertador humano (familiar, amigo), que possa abrir as persianas para entrar luz natural e colocar uma música ambiente para proporcionar um ‘bom’ acordar.
Fontes:
Revista Visão /
Aventuras na história