cada euro captado por IPSS mais do que quadruplica na economia local?

01-02-2019 19:48 | Abr 2019

Um estudo feito pela Universidade Católica do Porto para a Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade Social (CNIS) demonstra que as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) têm uma forte implementação no território nacional, sendo que, como se pode ler no estudo, "cada euro que uma IPSS capta para o seu concelho é multiplicado por 4,218 na economia desse território".
Para chegarem a esta conclusão, os responsáveis pela elaboração do trabalho recolheram dados junto de 44 IPSS de 14 distritos e de todas as formas jurídicas (já que o termo IPSS aqui inclui também as associações mutualistas e as instituições equiparadas a IPSS, como as cooperativas de responsabilidade social e as Casas do Povo). A explicação está no facto de aquele valor "ficar a circular dentro da economia do concelho ao ser utilizado para pagar remunerações a trabalhadores da IPSS que vivem no concelho e para comprar bens e serviços a empresas do concelho".
A comparticipação do Estado ao setor solidário corresponde a 46,12% do total dos rendimentos destes organismos, sendo "os gastos com pessoal, de longe, a principal componente dos custos das IPSS".
O estudo destaca ainda que "a principal faceta da importância económica e social das IPSS" está em fornecerem bens e serviços a pessoas que "não podem pagar por eles um preço que cubra o respetivo custo". Analisando o impacto territorial das IPSS, constatou-se que em mais de 70% das 2882 freguesias do país há equipamentos sociais para crianças e idosos, o que demonstra a importância económica e social das IPSS na sua faceta de "oferta de proximidade", sendo que em 27,16% do número total de freguesias do continente, as IPSS são as únicas entidades que lá têm equipamentos para esta população.