Sabia que... Atualmente a perturbação mental constitui uma das maiores causas de doença em Portugal e no mundo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde cerca de um em cada quatro dos/as portugueses/as sofre de um problema de Saúde Mental (23% da população).
No que respeita às crianças verifica-se que a prevalência de perturbação mental também é elevada, sendo que uma em cada cinco crianças evidencia problemas desenvolvimentais, emocionais e/ou comportamentais.
A era digital, com as crianças dependentes dos ecrãs, e hiperestimuladas desde cedo, nega-lhes, muitas vezes, o espaço necessário para conviver, pensar e refletir. As crianças passaram a ter agendas ocupadíssimas, de atividade em atividade, sendo forçadas a uma aceleração constante que as torna agitadas, impacientes, tristes e mentalmente muito vulneráveis ao desenvolvimento de doença mental.
Como diz Cury assistimos a “um assassinato da infância e da adolescência (…)”. Assim, é urgente travar este cenário apostando em abordagens alternativas na educação em contexto escolar e no ambiente familiar que promovam a saúde mental das nossas crianças e jovens.
Apostar no desenvolvimento de competências sociais e emocionais na infância tornou-se uma questão de saúde pública, sendo que várias investigações sustentam que o desenvolvimento emocional é preditor de saúde, nível de escolaridade e estabilidade financeira na idade adulta.