Passado o período de confinamento é possível perceber que a situação de pandemia levou a um agravamento das situações de violência preexistentes. Prova disso foram tanto os pedidos de ajuda ocorridos durante essa fase, bem como o aumento exponencial de situações de atendimento verificado a partir da segunda quinzena de maio, após término do estado de emergência, que praticamente duplicou.
Desde logo se antecipou que os momentos de convivência permanente entre vítimas e agressores intensificariam os quadros já existentes, mas por outro lado diminuíram as possibilidades de pedir ajuda. Contudo, para fazer face a este cenário, a Rede Nacional de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica, que se manteve em total funcionamento durante o período de confinamento, mobilizou ainda mais recursos para que fosse possível garantir os canais de ajuda às vítimas. O Estado reforçou os meios de digitais, nomeadamente através do email:
violencia.covid@cig.gov.pt, disponível para vítimas e profissionais, e da linha SMS 3060.
Paralelamente, foram criadas mais cerca de 100 vagas de acolhimento para vítimas de violência doméstica e seus filhos menores, que tiveram elevadas taxas de ocupação durante este período.
Assim e segundo os dados disponíveis em https://www.portugal.gov.pt/, foram acolhidas nos períodos entre 30 de março e 7 de junho 564 vítimas de violência doméstica (mulheres, homens e menores / dependentes), verificou-se um total de 15919 atendimentos e 793 pedidos de ajuda através das linhas de apoio da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género
Fontes:
www.portugal.gov.pt www.publico.pt