• Algumas das substâncias, que hoje são proibidas, estavam legalmente acessíveis no passado;
• Os laboratórios de medicamentos, muitos dos quais ainda hoje existem, proclamavam, até ao final do século XIX, que os seus produtos continham estas drogas;
• As empresas tinham por hábito fazer propaganda sobre a cocaína, referindo que era “excelente contra o pessimismo e o cansaço” e, para mulheres, dava “vitalidade e formosura”, ou seja, não apenas terminava com a dor, mas também melhorava o “humor” dos utilizadores. Exemplo disso eram as ‘Pastilhas de cocaína’ para a dor de dentes das crianças, que eram anunciadas por uma das marcas “Drops de Cocaína para Dor de Dente – Cura instantânea”;
• O psicanalista Sigmund Freud investigou o uso da droga, considerando que ela serviria como estratégia contra a depressão, realizando diversas experiências, que mais tarde o conduziu ao abandono da substância;
• As tabletes de cocaína eram, muitas das vezes, utilizadas por cantores, professores e oradores, com o objetivo de acalmar a dor de garganta e obterem um efeito estimulante que permitisse atingir o máximo do seu rendimento;
• O Vinho Mariani era o principal vinho de coca do seu tempo (1865). O Papa Leão XIII fazia-se acompanhar de um frasco de Vinho Mariani, chegando mesmo a premiar o seu criador, Angelo Mariani, com uma medalha de ouro;
• Muitas das empresas produtoras do vinho de coca afirmavam que estes possuíam efeitos medicinais e era uma ideia tão difundida na época, que nem as crianças eram esquecidas. Exemplo disso, a Maltine Manufacturing Company apresentava na dosagem a seguinte informação: "Uma taça cheia junto com, ou imediatamente após, as refeições. Crianças em proporção.”