A violência doméstica afecta cada membro da família, incluindo as crianças.
As crianças que presenciam a violência familiar são afectadas de forma muito similar às crianças que são fisicamente abusadas.
As estatísticas revelam que mais de três milhões de crianças presenciam, por ano, violência em sua casa.
As crianças aprendem com um importante modelo que a violência é aceitável e aprendem a guardar para si as suas emoções - a violência doméstica também é secreta para eles.
(fonte: www.wiseoftheuppervalley.org; www.refuge.org.uk)
Emocionais
• culpa, vergonha, embaraço;
• confusão acerca do conflito entre os pais;
• medo de abandono;
• raiva;
• sentimentos depressivos;
• agressividade;
• sentimento de estar a ser disputada(o) pelos pais;
(fonte:www.acadv.org)
Comportamentais
• externalização ou internalização;
• agressividade ou passividade;
• recusa em ir á escola;
• cuidar da mãe, agir como "homem" substituto;
• mentir para evitar eventuais conflitos;
• procura de atenção;
• enurese ou pesadelos;
• comportamento fora de controlo;
• reduzida capacidade intelectual;
• manipulação, dependência;
(fonte:www.acadv.org)
Sociais
• isolamento de amigos e familiares próximos;
• relações tempestuosas;
• dificuldade em confiar, principalmente nos adultos;
• baixa capacidade de resolver problemas;
• excessivo envolvimento social para evitar o lar;
• passividade com os pares ou bullying;
• envolvimento em relações exploratórias como perpetrador ou vitima;
• estigmatização;
• raco rendimento escolar;
(fonte:www.acadv.org)
Físicos
• queixas somáticas, dores de cabeça e de estômago;
• nervos;
• ansiedade;
• cansaço;
• frequentemente doente;
• pouco cuidado com a higiene pessoal;
• regressão no desenvolvimento;
• insónia;
• hiperactividade;
(fonte:www.acadv.org)
Ajude-se para ajudar o(s) seu(s) filho(s)....porque eles também são vítimas...!
Como pode ajudar o(s) seu(s) filho(s)?
• fale com ele(s) abertamente e responda a qualquer questão que tenham, tão honestamente quanto possível;
• faça de tudo para garantir que ele(s) não se sentem culpados;
• ensine-lhes que a violência não é aceitável;
• ajude-os a expressar o que sentem. Ouça o que eles têm para lhe dizer;
• evite encarregar os seus filhos de responsabilidades dos adultos. Por mais que eles queiram ajudar, não é função deles tomar conta de si;
• encoraje-os a sair, a estar mais com amigos, familiares, vizinhos;
• ajude-os a estarem seguros (ensine-lhes os contactos para pedir ajuda, recomende-lhes que não intervenham numa discussão, etc);
• diga -lhes o quanto gosta deles, reforce e encoraje os interesses deles;
(fonte:www.refuge.org.uk)