Desde a sua génese, o GAF intervém com famílias que sofrem diversas problemáticas, implementando respostas de intervenção comunitária.
Cada equipa focaliza uma área de intervenção, que pode ser violência doméstica, consumo de substâncias, sem-abrigo, VIH-Sida, crianças em risco, carência económica. Problemas que podem surgir em qualquer família, independentemente do seu extrato socio-económico.
Na sua maioria, as famílias atendidas são aquelas que se encontram em situação de maior vulnerabilidade, por diversas razões: porque não tiveram oportunidade de completar os seus estudos; porque tiveram também na infância com problemas graves que afectaram a sua educação e desenvolvimento; porque sofrem de perturbação emocional; porque estão em situação de desemprego de longa duração; entre outras. Maioritariamente, famílias que tiveram um percurso de vida que desencadeou na exclusão, quer porque foram vítimas da própria sociedade, quer porque foram vítimas de comportamentos e crenças pessoais que levaram à auto-exclusão.
Valorizando os objectivos individuais e numa perspectiva de cooperação com cada família, cada equipa promove o fortalecimento de competências, crenças e atitudes facilitadoras de uma vida autónoma. Apostando essencialmente em temas associados a saúde, educação, emprego e formação, visam a capacitação individual, quer para a redução de riscos, quer para a inserção.
Precisamente porque cada sujeito não está isolado, mas inserido num contexto de grupo, a família, a rede de amizades e de vizinhança, o contexto de trabalho ou formativo, entre outros, são perspectivados na intervenção, considerando as especificidades de cada contexto.
Assim sendo, o GAF intervém necessariamente em diferentes contextos: nas ruas, nos domicílios, nas escolas, em contextos de trabalho e formativos, nos lugares de decisão de políticas sociais, locais e nacionais. Não só para intervenção, mas também para prevenção. O que significa que intervém com famílias, alunos e profissionais das áreas sociais, adoptando sempre uma perspectiva sistémica e multidisciplinar, como linha orientadora da intervenção.
Desde sempre, o GAF promove parcerias com escolas locais e nacionais. Com as escolas de ensino superior, estabelece protocolos para apoiar na formação de futuros profissionais das áreas sociais, assim como para projectos de investigação de mestrandos e doutorandos dessas mesmas faculdades, estimulando uma prática validada pelo conhecimento científico.